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Santa Casa de Santos: 475 anos de história, irmandade e assistência

A mais antiga instituição assistencial e hospitalar em funcionamento do Brasil e a segunda maior do país, a Santa Casa da Misericórdia de Santos completa 475 anos de história dedicados ao cuidado e bem estar de seus pacientes.

A história desse amplo complexo hospitalar começou em 1543, quando Braz Cubas fundou o primeiro prédio da Irmandade, inicialmente chamado de “Hospital de Todos os Santos”. As instalações foram construídas no sopé do outeiro de Santa Catarina, em frente à Alfândega, no Centro de Santos, litoral de São Paulo.

Em decorrência de ataques às embarcações das colônias, em 1588, as atividades no Porto de Santos foram diminuindo e, em 1597, época da morte de Braz Cubas, a vila entrou em decadência.

O Porto ficou ocioso e as plantações e engenhos perderam seus operários, que partiram em busca de novas oportunidades no planalto. Muitos moradores do povoado também fugiram por conta das doenças contagiosas, que assolavam as terras quentes, úmidas e alagadiças do litoral.

Houve um empobrecimento da comunidade e da Irmandade e em 1620 o hospital deixou de possuir edifício próprio, chegando a paralisar suas atividades em 1654.

Ainda no mesmo ano, o capitão general do Estado do Brasil fez provisão de recursos financeiros aos Irmãos da Misericórdia de Santos e em 1665 iniciou-se a construção do segundo prédio da Santa Casa e da igreja. O local ficou conhecido como Campo da Misericórdia, Largo da Misericórdia, Largo da Coroação e, por último, Praça Visconde de Mauá, junto à Prefeitura.

Passados os anos, no período de 1804 a 1830, a Irmandade utilizou as instalações do Hospital Militar, onde hoje está localizada a Alfândega. Em meados de 1835, o provedor Capitão Antonio Martins dos Santos iniciou a construção do terceiro prédio próprio da Santa Casa da Misericórdia de Santos.

Um ano depois, em setembro de 1836, foi inaugurada a nova sede do hospital pelo médico e provedor Cláudio Luiz da Costa. O local cresceu e um pavilhão para os tuberculosos foi entregue para à população.

Em 1928, um deslizamento de terras vindo do Monte Serrat deixou parte do hospital soterrado. Com isso, a mesa administrativa da Irmandade, representantes da comunidade, o Bispo Diocesano D. José Maria Parreira Lara, e o então governador Dr. Júlio Prestes, lançaram a pedra fundamental do prédio atual da Santa Casa, no bairro do Jabaquara, distante dos morros para evitar novo soterramento.

Iniciadas as obras, em 1945, Getúlio Dornelles Vargas inaugura a sede definitiva da Santa Casa, com capacidade para 1400 leitos, considerado um dos maiores e mais bem equipados hospitais da época.

Com quase cinco séculos de assistência, o hospital cuidou dos fundadores desta nação, navegantes lusos, colonos, nativos, escravos, bandeirantes e moradores dos povoados.

Serviu como palco de encontro entre heróis da Independência e da Abolição da Escravatura. Foi ponto de união entre todos os segmentos da sociedade e o local de encontro quando seus membros estavam tomados pela dor e doença.

A Santa Casa da Misericórdia de Santos serviu para a prática e o ensino da área de saúde, quase três séculos antes da fundação da primeira faculdade de Medicina no Brasil e a primeira escola prática de medicina europeia do país.

Entre os mestres desta Escola, destacaram-se Braz Cubas, José de Anchieta, Cláudio Luiz da Costa e Martins Fontes, alguns dos nomes ilustres, e entre outros desconhecidos que trabalharam nesta “Casa de Deus para os Homens”, como denominou seu fundador.

Novo modelo de gestão

Buscando melhorias na qualidade dos serviços e aprimorando o atendimento, a Santa Casa de Santos e o Plano Santa Casa Saúde estão com um modelo de gestão focado na eficiência administrativa e assistencial, favorecendo a ascensão progressiva desta parceria.

A nova gestão trabalha de forma compartilhada, tendo como diretriz a governança participativa, proporcionando maior sustentabilidade para a saúde com resultados positivos e efetivos.

O Hospital atende os nove municípios da Baixada Santista, e algumas cidades do Vale do Ribeira, Litoral Norte e Sul. Possui 730 leitos ativos e a maior capacidade cirúrgica da região, com 3 Centros Cirúrgicos (Central, Obstétrico e Oftalmológico) e 20 salas operatórias.

É o Hospital Tipo III em Urgência, ou seja, que conta com recursos tecnológicos e humanos adequados para o atendimento geral das urgências/emergências clínicas, cirúrgicas e traumatológicas. Atualmente, são mais de 100 mil procedimentos por mês.

Foram muitas conquistas nesses últimos quase três anos.  O complexo hospitalar conseguiu readequar a Unidade de Internação 6ºA e inaugurar um Centro de Diagnóstico por Imagem; implementou a assistência e a gestão de estoques com equipamentos, automação e tecnologia de ponta, inovou o diagnóstico funcional precoce adotando a monitorização de atividade cerebral na UTI pediátrica. Além disso, implantou seringas com dispositivo de segurança em todo o hospital, reduzindo em 98% os acidentes com perfurocortantes.

O Plano Santa Casa Saúde também encontra-se em constante crescimento e modernização. Há 25 anos cuidando das famílias da Baixada Santista e Litoral, no ano de 2017 foi inserido pela ANS, em um patamar de excelência no Programa de Qualificação de Operadoras.

Com uma gestão de eficiência, fortalecida por grandes parcerias, atende hoje cerca de 90 mil pessoas. Os beneficiários possuem um atendimento de saúde completo, com odontologia, UTI móveis para emergência médicas, ampla rede credenciada e referenciada e cobertura do maior hospital da região.

Além de descontos em farmácias e restaurantes, medicina preventiva efetiva proporcionando inúmeros programas e atividades extras em prol da saúde dos beneficiários.

A nova gestão do hospital e do plano, comandada pelo provedor Ariovaldo Feliciano e pelo presidente Paulo Wiazowski Filho, também se preocupa e valoriza seus colaboradores. Exemplo disso, em julho foi anunciado o pagamento integral do Plano Santa Casa Saúde para todos os funcionários e a antecipação da primeira parcela do 13º para pagamento no mesmo mês.

Com esta atitude, o 2º maior empregador da cidade e um dos cinco maiores empregadores da região, injetou quase R$ 5 milhões na economia da Baixada Santista.

“Muitas foram as conquistas e implantações de equipamentos de ponta, tornando a modernidade uma realidade para a Instituição. Agora, almejar que a Santa Casa de Santos emplaque como hospital modelo para o país, tornou-se um desejo possível e muito próximo de ser concretizado”, destaca Ariovaldo Feliciano.